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Situações e importância

O caminhão chegou. As chapas foram descarregadas, empilhadas no almoxarifado e liberadas para produção. Em algum lugar na pilha de papéis que acompanhava a nota fiscal há um documento que a maioria dos compradores de peças metálicas assina sem ler:
o certificado de qualidade de chapa de aço — também chamado de mill certificate, certificado de material ou laudo de qualidade.

Para muitos, é burocracia: um papel que precisa existir porque o cliente exigiu.

Para quem entende o que está escrito nele, é algo completamente diferente:
a documentação completa do DNA do material que vai se tornar as peças do produto do seu cliente. Composição química, propriedades mecânicas medidas em ensaio real, norma de referência, número de corrida (heat number), identificação do lote, condição de fornecimento — tudo está ali, em um único documento.


Certificado de qualidade de chapa de aço na mesa de em um escritório.

Saber ler o certificado de qualidade de chapa de aço corretamente é uma habilidade que protege a empresa em pelo menos três dimensões:

rastreabilidade (se uma peça falhar em campo, o certificado é o primeiro documento que vai ser pedido), conformidade técnica (o material recebido realmente atende à norma especificada?) e qualidade do processo (o material vai se comportar como esperado na soldagem, no dobramento, no corte a laser?).

O que é um certificado de qualidade de chapa de aço e quem o emite


A origem do documento

O certificado de qualidade é emitido pelo fabricante do aço — a usina siderúrgica — para cada corrida (heat) de produção. Uma corrida é um lote de aço produzido em sequência no forno de fusão, com composição química homogênea e controlada.

Toda a chapa produzida a partir de uma mesma corrida compartilha a mesma composição química e recebe o mesmo número de corrida (heat number).

O mill certificate não é emitido pelo distribuidor de aço — ele apenas repassa o documento da usina. Um distribuidor que emite seu próprio "certificado" sem referência ao certificado original da usina está fornecendo um documento sem valor técnico real.

Para entender melhor a diferença entre quem produz o aço e quem o transforma, vale conhecer a diferença entre metalúrgica, metalurgia e siderúrgica.


Quando o certificado de qualidade é exigível


Requisito normativo

Muitas normas de fabricação exigem rastreabilidade de material documentada. A ABNT NBR 14859 (estruturas metálicas), a norma ASME para vasos de pressão, a ISO 3834 para sistemas de qualidade em soldagem, e os contratos de fornecimento para petróleo e gás, energia elétrica, alimentício regulado e defesa frequentemente exigem certificado de qualidade como requisito obrigatório de recebimento.


Requisito do cliente final

Mesmo quando não há norma obrigatória, muitos clientes industriais exigem o certificado como condição de aceite do produto final.

Uma metalúrgica que não solicita e arquiva certificados de suas chapas não consegue atender essa exigência a posteriori — o certificado precisa estar disponível desde o recebimento do material.


Boas práticas de gestão de qualidade

Para qualquer empresa com sistema de gestão da qualidade certificado (ISO 9001) ou em processo de certificação, o certificado de qualidade de matéria-prima é um requisito de rastreabilidade do produto — indispensável para auditorias internas e externas.

A anatomia do certificado de qualidade de chapa de aço: campo a campo

O certificado de qualidade não é um documento aleatório — segue uma estrutura padronizada que organiza a informação em blocos temáticos. Conhecer essa estrutura permite identificar rapidamente o que está em cada parte do documento.


[Imagem ilustrativa de um certificado de qualidade de chapa de aço (mill certificate) realista, mostrado em vista frontal sobre uma mesa de escritório, com áreas destacadas em retângulos coloridos: cabeçalho da usina (azul), identificação do material e heat number (laranja), tabela de composição química com elementos C, Mn, P, S, Si (verde), tabela de propriedades mecânicas - escoamento, tração, alongamento (roxo). Setas indicativas em português apontando cada bloco. Estilo infográfico técnico, fundo neutro.]

Identificação do fabricante e do documento


Nome e localização da usina

O cabeçalho identifica o fabricante do aço: usina siderúrgica, sua localização e eventuais certificações do sistema de qualidade (ISO 9001, ISO 14001).

A identificação da usina é importante para verificar se o material tem procedência conhecida — materiais de origem duvidosa frequentemente vêm acompanhados de certificados genéricos sem identificação clara do fabricante real.


Número do certificado

Número único que identifica aquele documento. Essencial para rastreabilidade: quando uma peça é questionada em campo, o número do certificado é o que permite localizar o documento original e toda a informação de material associada.


Data de emissão

A data em que o certificado foi emitido pela usina. Útil para cruzar com a data de recebimento e verificar se o material é recente (risco de oxidação em armazenagem prolongada antes da entrega) ou se é estoque antigo do distribuidor.


Identificação do material


Norma e grau do aço (Grade)

Este é um dos campos mais críticos. Especifica a norma técnica que o material atende e o grau dentro dessa norma:


  • ASTM A36: aço estrutural carbono, limite de escoamento mínimo 250 MPa

  • ABNT NBR 7007 — MR AR 415: equivalente brasileiro mais próximo ao A36

  • ASTM A572 Grade 50: aço de alta resistência, limite de escoamento mínimo 345 MPa

  • SAE/AISI 1020: aço carbono por composição química

  • ASTM A516 Grade 70: aço para vasos de pressão

  • EN 10025 S235JR / S355JR: norma europeia, aços estruturais


O comprador deve verificar se a norma e o grau especificados no certificado correspondem exatamente ao que foi especificado na ordem de compra. Uma chapa de A572 Grade 50 entregue no lugar de A36 tem propriedades mecânicas superiores — mas é uma não conformidade de especificação que pode invalidar a rastreabilidade para auditorias ou para o cliente final.

Para entender melhor as diferenças entre os principais aços estruturais, vale conhecer o comparativo entre SAE 1020 e ASTM A36.


Número de corrida (Heat number)

O heat number — também chamado de número de calda, número de fusão ou número de corrida — é o código alfanumérico que identifica unicamente a corrida de aço na qual aquele material foi produzido.

É a chave de rastreabilidade primária: conecta o certificado ao material físico.

Em chapas produzidas pela usina, o heat number geralmente é gravado, pintado ou marcado na própria chapa — ou em um rótulo fixado à chapa. A verificação de que o heat number da chapa física coincide com o heat number do certificado é o único jeito de garantir que aquele certificado é realmente do material recebido.

Este ponto é crítico e frequentemente negligenciado: em operações sem controle rigoroso, certificados são "reaproveitados" para materiais de outros lotes — criando documentação falsa. Sempre verifique a correspondência entre o heat number físico e o do certificado.


Número de lote ou ordem de produção

Além do heat number (que identifica a corrida de fusão), o certificado pode conter um número de lote do laminador — que identifica o processamento subsequente (laminação a quente, laminação a frio, tratamento térmico). Importante em materiais que passaram por múltiplas etapas de processamento.


Dimensões do produto

Espessura, largura e comprimento (ou bobina) do produto certificado. Verifique se as dimensões do certificado correspondem às dimensões das chapas recebidas. Discrepâncias indicam que o certificado pode não ser do material recebido.


Condição de fornecimento (Condition / Temper)

Informa o estado de processamento do material:


  • HR (Hot Rolled / Laminado a Quente): superfície mais áspera com carepa de laminação, tolerâncias dimensionais mais amplas

  • CR (Cold Rolled / Laminado a Frio): superfície lisa e limpa, tolerâncias dimensionais mais estreitas, geralmente em espessuras menores

  • HRPO (Hot Rolled Pickled and Oiled): laminado a quente, decapado e oleado — carepa removida por decapagem ácida, com óleo protetor aplicado

  • Galvanizado: com camada de zinco por imersão a quente (hot dip galvanizing) ou eletrolítico


A condição de fornecimento impacta diretamente o processo de fabricação: HRPO é mais adequado para corte a laser do que HR com carepa, CR tem melhor acabamento superficial para peças visíveis, galvanizado requer parâmetros de soldagem específicos.

Para entender melhor as implicações da condição de fornecimento, vale conhecer a comparação entre chapa laminada a quente e a frio.



ALTNÃOALTERE
Veja nosso post: Tipos de chapas metálicas: guia para a escolha certa METADESCRIÇÃOPOSTNÃOALTERE

Composição química: o DNA do material


Por que a composição química importa

A composição química determina todas as propriedades do aço: resistência mecânica, soldabilidade, usinabilidade, comportamento em tratamento térmico, resistência à corrosão.

Verificar se os valores de composição estão dentro da faixa especificada pela norma é a verificação mais fundamental do certificado.


Carbono (C)

O elemento mais importante no aço carbono. Define a resistência mecânica e, inversamente, a soldabilidade. Teores mais altos de carbono aumentam a resistência mas reduzem a soldabilidade e a ductilidade.

Para o A36: máximo de 0,25% em chapas, 0,29% em perfis. Para o SAE 1020: entre 0,18% e 0,23%. Um valor de carbono acima do máximo especificado é um sinal de alerta: o material pode ter soldabilidade comprometida e requerer pré-aquecimento não previsto.


Manganês (Mn)

Contribui para a resistência mecânica e a dureza de forma similar ao carbono, mas com menor impacto negativo na soldabilidade. O manganês também melhora a tenacidade (resistência ao impacto) e age como desoxidante.

Para o A36: máximo de 0,90%. Para o SAE 1020: entre 0,30% e 0,60%. Valores de manganês fora da faixa afetam a Carbono Equivalente (CE) — parâmetro usado para prever a necessidade de pré-aquecimento na soldagem.


Fósforo (P) e enxofre (S)

Ambos são elementos indesejados no aço — resíduos do processo de fabricação que são especificados com valores máximos.

Fósforo em excesso fragiliza o aço em baixas temperaturas (fragilização a frio) e reduz a ductilidade. Máximo típico: 0,040%.

Enxofre em excesso cria inclusões de sulfeto de manganês que comprometem a tenacidade, especialmente no plano perpendicular à direção de laminação. Máximo típico: 0,050%. Em aços para vasos de pressão ou aplicações criogênicas, o limite de enxofre é mais restritivo.

Valores de fósforo ou enxofre acima do máximo especificado são não conformidades graves — o material deve ser rejeitado.


Silício (Si)

Atua como desoxidante no processo de fabricação e contribui levemente para a resistência. O A36 especifica entre 0,15% e 0,40%. O SAE 1020 não especifica silício explicitamente. Valores de silício fora da faixa do A36 podem indicar processo de fabricação inadequado.


Outros elementos: cromo, níquel, molibdênio, vanádio

Em aços carbono simples como A36 e SAE 1020, esses elementos não são adicionados intencionalmente mas podem aparecer como residuais do processo de fusão (por contaminação da sucata usada como matéria-prima). Os certificados geralmente listam esses valores como informação — verificar se estão abaixo dos limites máximos para a norma especificada.


O carbono equivalente (CE) — o campo que muitos ignoram

O Carbono Equivalente é um valor calculado — não medido — que aparece em muitos certificados de qualidade. É calculado pela fórmula IIW:

CE = C + Mn/6 + (Cr+Mo+V)/5 + (Ni+Cu)/15

O CE é o indicador mais prático de soldabilidade: quanto maior o CE, menor a soldabilidade e maior a necessidade de pré-aquecimento.

Referência geral:


  • CE ≤ 0,35: excelente soldabilidade, sem pré-aquecimento necessário para espessuras normais

  • CE 0,35 a 0,40: boa soldabilidade, pré-aquecimento recomendado apenas para espessuras acima de 20 mm

  • CE 0,40 a 0,45: soldabilidade moderada, pré-aquecimento a 100°C para espessuras acima de 10 mm

  • CE > 0,45: soldabilidade limitada, pré-aquecimento obrigatório


Se o certificado não traz o CE calculado, você pode calculá-lo com os valores de composição listados. É um cálculo simples que faz diferença na hora de decidir os parâmetros de soldagem do material.

Propriedades mecânicas: o que os ensaios reais mostraram


A diferença entre valores típicos e valores garantidos

As propriedades mecânicas no certificado são resultados de ensaios realizados em corpos de prova retirados do material real daquele lote. Não são valores típicos ou teóricos — são os valores realmente medidos naquele material específico.

Essa é a diferença fundamental entre o certificado de um aço especificado por composição (como SAE 1020) e um especificado por propriedades (como A36): o A36 tem valores mínimos garantidos que devem aparecer como medidos no certificado.


[Diagrama técnico de um corpo de prova padronizado para ensaio de tração mostrado em duas etapas: à esquerda, corpo de prova intacto com dimensões padronizadas (cilíndrico ou plano com seção reduzida no centro) com cotas indicativas; à direita, mesmo corpo de prova após ensaio mostrando alongamento e ruptura central. Abaixo, gráfico tensão-deformação típico do aço A36 mostrando claramente: limite de escoamento (Re), limite de resistência (Rm), zona elástica, zona plástica e ponto de ruptura com percentual de alongamento. Estilo técnico de manual de ensaios, em português.]

Limite de escoamento (yield strength / Re)

O ponto a partir do qual o material começa a se deformar plasticamente — sem retorno à forma original. Expresso em MPa (ou ksi na notação americana).

Para o A36: mínimo de 250 MPa. Um valor de escoamento abaixo de 250 MPa em um certificado de A36 é uma não conformidade — o material não atende à especificação da norma e não pode ser usado em projetos que adotaram esse valor mínimo como base de cálculo.


Limite de resistência à tração (tensile strength / Rm)

A tensão máxima que o material suporta antes de romper. Para o A36: entre 400 e 550 MPa. Valores fora dessa faixa — especialmente abaixo de 400 MPa — são não conformidades graves.


Alongamento (elongation)

Medido em percentual, indica a ductilidade do material — quanto ele pode se deformar antes de romper. Expresso como percentual em relação ao comprimento de referência do corpo de prova (geralmente 50 mm ou 200 mm, indicado no certificado como A50 ou A200).

Para o A36: mínimo de 20% em 200 mm. Um alongamento abaixo do mínimo indica material mais frágil do que o esperado — o que pode se manifestar em trincas durante o dobramento ou em fraturas frágeis em condições de impacto.


Tenacidade ao impacto (Charpy / CVN)

Presente em certificados de aços especificados para aplicações de baixa temperatura ou alta tenacidade (como A516, S355J2, etc.). Mede a energia absorvida em um ensaio de impacto em temperatura especificada (geralmente -20°C ou -40°C).

Para o A36 padrão, esse ensaio não é obrigatório — mas para versões especificadas com qualidade J2 ou K2 (norma europeia EN 10025), é obrigatório.


Dureza (hardness)

Nem sempre presente nos certificados de chapa de aço carbono comum. Quando listada, é medida em Brinell (HB) ou Vickers (HV). A dureza complementa as informações de resistência mecânica e é útil para prever a usinabilidade do material.

Como verificar o certificado na prática: roteiro de inspeção de recebimento


Os cinco passos de verificação no recebimento

A inspeção do certificado no recebimento não pode ser uma etapa improvisada. Um roteiro padronizado garante que nenhum campo crítico seja esquecido.


[Infográfico vertical em formato de checklist com 5 passos numerados de 1 a 5, cada um representado por um ícone ilustrativo: 1) Documento físico com lupa (verificar se o certificado acompanha); 2) Heat number gravado em chapa metálica conferido com documento (correspondência); 3) Selo ou carimbo de norma "ASTM A36" (verificar norma); 4) Tabela com elementos químicos com check verde (composição); 5) Régua/medidor com gráfico de tensão (propriedades mecânicas). Estilo institucional, paleta azul e cinza, legendas claras em português.]

Passo 1 — verificar se o certificado acompanha o material

Pode parecer óbvio, mas o primeiro passo é confirmar que o certificado existe e acompanha fisicamente a entrega — não "vai ser enviado depois."

Para chapas com requisito de certificado, a entrega sem o documento deve ser recusada ou condicionada à entrega imediata da documentação.


Passo 2 — verificar a correspondência do heat number

Compare o heat number do certificado com a marcação física nas chapas. A marcação pode estar na chapa (gravada, pintada ou em etiqueta). Se não houver marcação legível, questione o distribuidor — a correspondência entre certificado e material físico é o fundamento da rastreabilidade.


Passo 3 — verificar a norma e o grau

Confirme que a norma e o grau especificados no certificado correspondem ao que foi especificado na ordem de compra. A36 é A36 — não "equivalente A36" ou "similar A36."


Passo 4 — verificar os valores de composição química

Compare cada elemento listado com os limites máximos e mínimos da norma especificada. Qualquer valor fora dos limites é uma não conformidade que precisa ser comunicada ao fornecedor antes do uso do material.


Passo 5 — verificar as propriedades mecânicas

Para normas que especificam propriedades mecânicas mínimas (A36, A572, ABNT NBR 7007), confirme que os valores medidos no ensaio são iguais ou superiores aos mínimos da norma.

Um limite de escoamento de 247 MPa em um certificado de A36 (mínimo 250 MPa) é uma não conformidade — por menor que pareça a diferença.


O que fazer quando o certificado tem valores fora do especificado


Não conformidade menor (valor próximo ao limite, processo permite absorver)

Para não conformidades marginais em características não críticas, o procedimento padrão é: emitir notificação de não conformidade ao fornecedor, registrar internamente, solicitar substituição do lote ou aceitação condicional com aprovação formal do engenheiro responsável pelo projeto.


Não conformidade grave (valor fora do limite em característica crítica)

Para valores de carbono acima do máximo (comprometendo soldabilidade), valores de escoamento abaixo do mínimo (comprometendo a base de cálculo estrutural) ou valores de fósforo/enxofre acima do máximo (comprometendo a integridade microestrutural):

o material deve ser segregado, identificado como não conforme e não deve entrar em produção até resolução formal com o fornecedor.

Quando essa etapa de inspeção é negligenciada, o problema só aparece no campo — e o custo do retrabalho ou da falha em campo é várias ordens de grandeza maior que o custo de rejeitar o lote no recebimento.



ALTNÃOALTERE
Veja nosso post: Amostragem por atributos vs. por variáveis na inspeção METADESCRIÇÃOPOSTNÃOALTERE

Arquivo e rastreabilidade: o certificado depois do recebimento


Por quanto tempo arquivar o certificado

O período de arquivo dos certificados de qualidade de matéria-prima deve ser alinhado com:


  • A vida útil do produto fabricado com aquele material (para produtos com garantia de 5 anos, o certificado deve estar disponível por pelo menos 5 anos)

  • Os requisitos do cliente (clientes de petróleo e gás frequentemente exigem arquivo por 20 anos ou mais)

  • Os requisitos normativos do setor (ASME, ISO, ABNT)


Na prática, um período mínimo de 5 anos é razoável para a maioria das aplicações industriais gerais. Para aplicações críticas, 10 a 20 anos.


Como vincular o certificado ao produto final

Para rastreabilidade completa, o certificado de qualidade precisa estar vinculado ao produto fabricado de forma que, dado o número de série ou lote de um produto final, seja possível recuperar o certificado do material utilizado. As formas mais comuns:

Por lote de produção: cada ordem de produção registra os heat numbers das chapas utilizadas. O certificado é arquivado junto com os registros daquela ordem.

Por número de série do produto: em produtos com número de série individual, a rastreabilidade chega à unidade — é possível saber de qual corrida de aço veio cada parafuso de uma estrutura.

Sistema informatizado: ERPs e sistemas de gestão de qualidade permitem registrar e consultar certificados de material por produto, por ordem de produção ou por período.

Conclusão: o certificado de qualidade de chapa de aço é um ativo — não um papel de acompanhamento

O certificado de qualidade de chapa de aço não é burocracia. É o documento que comprova que o material no produto do seu cliente é o material especificado pelo engenheiro — com a composição correta, as propriedades mecânicas garantidas e a rastreabilidade que permite responder qualquer questionamento de campo.

Saber lê-lo é saber distinguir material conforme de material não conforme antes que ele vire peça. Saber arquivá-lo é saber proteger a empresa quando a questão de campo aparecer — e ela sempre aparece.

Na Bruson Metalúrgica, os certificados de qualidade de toda a matéria-prima são solicitados, verificados no recebimento e arquivados por lote de produção. Quando um cliente solicita o certificado do material utilizado em um lote específico, ele existe e está disponível — porque foi verificado antes de a chapa entrar na produção, não depois. É parte do nosso compromisso com a qualidade.

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