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O efeito carona em catracas: como evitar

O efeito carona em catracas pode ser evitado. Use sensores antifraude, biometria e torniquetes para reforçar sua segurança no controle.

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Escrito por Equipe Bruson

Introdução

O efeito carona em catracas é um dos problemas mais comuns em sistemas de controle de acesso utilizados em empresas, academias, condomínios, indústrias e prédios corporativos.

Mesmo quando o local possui catracas eletrônicas e sistemas de identificação como cartões RFID, biometria ou reconhecimento facial, ainda é possível que pessoas não autorizadas consigam acessar o ambiente utilizando esse tipo de fraude.

O efeito carona ocorre quando uma pessoa autorizada libera a catraca e outra pessoa passa logo atrás, aproveitando a mesma liberação.


Pessoa tentar burlar catraca passando com atrás de outra pessoa. Aprenda como evitar o efeito carona em catracas.

Essa situação é extremamente comum em ambientes com grande fluxo de pessoas.

Por exemplo:


Se o sistema não tiver mecanismos adequados de detecção, duas ou até três pessoas podem passar utilizando apenas uma autorização de acesso.

Isso compromete totalmente o objetivo do controle de acesso, que é registrar exatamente quem entrou, quando entrou e por qual ponto de acesso.

Além disso, o efeito carona pode gerar diversos riscos.

Entre eles:


  • acesso indevido a áreas restritas

  • entrada de pessoas não autorizadas

  • impossibilidade de rastrear quem realmente entrou no local

  • problemas de segurança patrimonial


Por esse motivo, projetos modernos de controle de acesso precisam considerar soluções técnicas para evitar esse tipo de fraude.

O que é o efeito carona em catracas

O efeito carona em catracas ocorre quando mais de uma pessoa utiliza uma única autorização de passagem.

Na prática, isso acontece quando uma pessoa autorizada libera a catraca e outra pessoa passa logo atrás sem apresentar credencial.

Esse comportamento também é conhecido em inglês como tailgating.

Esse tipo de fraude pode ocorrer em diferentes tipos de equipamentos de controle de acesso.

Entre eles:


  • catracas pedestal

  • catracas balcão

  • portões de acesso

  • cancelas

No caso das catracas, o efeito carona ocorre geralmente em dois cenários.


Passagem colada

Uma pessoa passa imediatamente atrás da outra.

Se o equipamento não tiver sensores adequados, o sistema registra apenas uma passagem.


Passagem simultânea

Duas pessoas passam praticamente ao mesmo tempo.

Isso ocorre quando os usuários atravessam a catraca juntos.

Em ambos os casos, o sistema perde a capacidade de registrar corretamente quem entrou no ambiente.



Comparativo lado a lado mostrando os dois cenários do efeito carona. Lado esquerdo: PASSAGEM COLADA - silhueta de pessoa autorizada passando pela catraca com cartão na mão e segunda silhueta passando imediatamente atrás sem credencial. Lado direito: PASSAGEM SIMULTÂNEA - duas silhuetas passando ombro a ombro pela catraca ao mesmo tempo.

Por que o efeito carona em catracas acontece

Existem diversos fatores que favorecem o efeito carona em catracas.


Falta de sensores antifraude

Catracas mais simples possuem apenas sensores básicos para detectar a rotação do mecanismo.

Esses sensores não conseguem identificar se duas pessoas passaram juntas.

Sistemas mais avançados utilizam sensores ópticos ou infravermelhos que conseguem detectar múltiplas passagens.


Cultura organizacional permissiva

Em alguns ambientes, os próprios usuários permitem a passagem de colegas.

Isso acontece quando:


  • alguém esquece o cartão

  • um visitante não tem credencial

  • colegas resolvem "ajudar" uns aos outros


Esse comportamento pode parecer inofensivo, mas compromete completamente o sistema de controle de acesso e abre portas para problemas mais graves.


Alto fluxo de pessoas

Em ambientes com grande circulação de pessoas, é mais difícil monitorar o comportamento de cada usuário.

Filas e pressa para entrar no ambiente podem incentivar esse tipo de fraude.


Falta de integração com outras tecnologias

Sistemas que utilizam apenas cartão RFID são mais vulneráveis.

Isso acontece porque o sistema valida apenas o cartão, não a identidade do usuário.

Riscos do efeito carona em catracas

Embora pareça um problema simples, o efeito carona em catracas pode gerar consequências sérias.


Perda de controle sobre quem entrou

O principal objetivo de um sistema de controle de acesso é registrar cada entrada.

Quando ocorre efeito carona, o sistema registra apenas um usuário.

Isso significa que uma pessoa entrou sem qualquer registro, deixando uma lacuna grave no histórico de acessos.


Problemas de segurança patrimonial

Uma pessoa não autorizada pode acessar áreas restritas.

Isso pode permitir:


  • roubo de equipamentos

  • sabotagem

  • acesso a informações sensíveis


Problemas em auditorias

Empresas que possuem controle de acesso para auditorias ou compliance precisam manter registros confiáveis.

O efeito carona compromete esses registros e pode gerar não conformidades em processos de certificação.



Como evitar fraudes em sistemas de acesso.
Veja nosso post: Como evitar fraude em sistemas de acesso Evite fraude em sistemas de acesso usando biometria, RFID, torniquetes, sensores e criptografia. Garanta segurança no controle de entrada.

Tecnologias que ajudam a evitar o efeito carona em catracas

Existem diversas tecnologias capazes de reduzir ou eliminar esse problema.


Sensores infravermelhos de passagem

Catracas modernas possuem sensores infravermelhos posicionados na área de passagem.

Esses sensores criam feixes invisíveis que detectam o movimento de pessoas.

Se duas pessoas passarem juntas, o sistema identifica a irregularidade.


Sensores de presença múltipla

Alguns equipamentos utilizam sensores capazes de detectar a presença simultânea de duas pessoas.

Esses sensores podem gerar alarmes ou bloquear a passagem.


Catracas com controle de tempo de passagem

Outra estratégia é limitar o tempo permitido para atravessar a catraca.

Se o sensor detectar movimentação fora do padrão esperado, o sistema pode bloquear o equipamento automaticamente, evitando a fraude antes que ela se concretize.

Uso de torniquetes para eliminar o efeito carona

Torniquetes são equipamentos que oferecem maior controle físico da passagem.

Diferente das catracas tradicionais, eles criam uma barreira completa que impede que duas pessoas passem ao mesmo tempo.


TORNIQUETE-VIP-CARBONO
TORNIQUETE-MINI-TORNIQUETE-CARBONO

Torniquetes de altura total

Esses equipamentos são frequentemente utilizados em ambientes de alta segurança.

Eles impedem completamente:


  • escalada

  • passagem lateral

  • passagem dupla


Mini torniquetes

Mini torniquetes são uma alternativa interessante para ambientes internos.

Eles são mais compactos que torniquetes de altura total, mas ainda oferecem maior controle de passagem que catracas convencionais.



Torniquete altura total vs torniquete meia altura.
Veja nosso post: Torniquete altura total ou meia altura: qual escolher? Torniquete altura total ou meia altura? Entenda as diferenças de segurança e saiba qual escolher para o controle de acesso corporativo.

Uso de biometria para evitar o efeito carona em catracas

Outra estratégia importante para evitar o efeito carona em catracas é utilizar tecnologias biométricas.

Essas tecnologias verificam a identidade real da pessoa.


Biometria digital

A biometria digital identifica o usuário pela impressão digital.

Como cada pessoa possui uma digital única, não é possível emprestar essa credencial.


Reconhecimento facial

O reconhecimento facial utiliza algoritmos de visão computacional para identificar o rosto do usuário.

Essa tecnologia permite validar rapidamente quem está passando pela catraca, sem necessidade de contato físico ou apresentação de credenciais.



Aparelhos de reconhecimento facil, biometria digital e cartão RFID.
Veja nosso post: Reconhecimento facial, biometria e RFID: qual escolher? Reconhecimento facial, biometria e RFID no controle de acesso: entenda qual a tecnologia ideal para segurança em empresas e condomínios.

Integração com câmeras de segurança

Sistemas modernos podem integrar catracas com câmeras de vigilância.

Cada passagem registrada pode ser associada a uma imagem ou vídeo.

Isso ajuda a detectar situações suspeitas, oferecendo evidência visual para auditorias e investigação posterior de incidentes.

Boas práticas para evitar o efeito carona em catracas

Além da tecnologia, algumas práticas ajudam a reduzir esse problema.


Treinamento de usuários

Funcionários e usuários devem ser orientados a não permitir a passagem de terceiros.


Monitoramento constante

Ambientes com grande fluxo devem ter monitoramento visual ou eletrônico.


Escolha correta dos equipamentos


Equipamentos de melhor qualidade possuem sensores antifraude mais avançados, e a escolha entre catraca ou torniquete deve considerar o nível de segurança exigido.

Como projetar um sistema de controle de acesso sem efeito carona

Projetar um sistema eficiente exige considerar diversos fatores.

Entre eles:


  • fluxo de pessoas

  • nível de segurança necessário

  • tipo de ambiente

Em ambientes com alto nível de segurança, recomenda-se utilizar:


  • torniquetes

  • biometria

  • sensores antifraude


Essa combinação reduz drasticamente a possibilidade de fraude e cria múltiplas camadas de proteção.

Conclusão

O efeito carona em catracas é um dos problemas mais comuns em sistemas de controle de acesso.

Mesmo em ambientes com equipamentos modernos, esse tipo de fraude pode ocorrer se o sistema não possuir mecanismos adequados de detecção.

Felizmente, existem diversas soluções para evitar esse problema.

Entre elas:


  • sensores antifraude

  • biometria

  • reconhecimento facial

  • torniquetes


Quando essas tecnologias são combinadas com boas práticas operacionais, o sistema de controle de acesso se torna muito mais seguro e confiável.

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