Pular para o conteúdo principal

Bruson Metalúrgica

Seg a Qui: 07h30 – 17h30 / Sex: 16h30.

Ver todos os Horários.
Voltar

Sistema antipânico em catracas e torniquetes

O sistema antipânico da catraca é um dispositivo mecânico, e o torniquete não tem um. O que cada equipamento resolve numa evacuação.

Foto de Escrito por Equipe Bruson

Escrito por Equipe Bruson

Três respostas para o mesmo problema

Em uma evacuação, o equipamento que controla a passagem no dia a dia não pode virar obstáculo. Essa frase é consenso. O que quase nunca está claro no projeto é quem resolve o quê.

Parte da resposta é mecânica e vem no equipamento. Parte é elétrica e vem do sistema do cliente. E há um caso — o torniquete de altura total — em que nenhuma das duas resolve, e a solução é outra: uma porta auxiliar ao lado.


Catraca com os braços travados e, ao lado, com o antipânico acionado e os braços desarmados

Este artigo separa essas três coisas, porque confundi-las é o que produz projeto aprovado no papel e inseguro na prática.

O que é o sistema antipânico da catraca

O sistema antipânico de uma catraca é, na origem, um dispositivo puramente mecânico. Quando acionado, ele desarma os braços: eles deixam de travar e passam a girar livremente nos dois sentidos, ou se recolhem, liberando o vão de passagem.

A partir daí, ninguém precisa se identificar para passar. A catraca deixa de ser ponto de controle e vira corredor livre, que é exatamente o que uma evacuação exige.


Mecânico, e não eletrônico

Esse é o ponto que costuma se perder na especificação. O sistema antipânico da catraca não depende de energia, de rede nem de servidor para funcionar — é um mecanismo que libera os braços quando acionado.

Isso importa porque emergência real é exatamente o cenário em que energia, rede e servidor podem não estar disponíveis. Um dispositivo que só libera enquanto há alimentação não é sistema antipânico: é conveniência operacional.


O acionamento pode vir do sistema do cliente

O dispositivo mecânico pode ser acionado manualmente ou receber comando do sistema de emergência que o cliente já opera — alarme de incêndio, botoeira de quebra-vidro, central de segurança.

Essa amarração é um trabalho de integração, feita pelo integrador com a central da edificação. O equipamento entrega o dispositivo e a interface de acionamento; a lógica de disparo, a redundância do circuito e o teste do conjunto são do projeto elétrico e do sistema.



Catraca vs torniquete: qual usar no controle de acesso
Veja nosso post: Catraca vs torniquete: qual usar no controle de acesso Catraca vs torniquete: entenda as diferenças e saiba qual equipamento escolher para o controle de acesso em empresas e condomínios.

O torniquete de altura total é outro caso

Aqui está a informação que mais falta nas especificações desse tipo de equipamento — e a que mais gera problema em vistoria e em emergência.


O torniquete não tem antipânico estrutural

Não existe, no torniquete de altura total, um dispositivo mecânico que desarme a barreira e abra o vão como acontece com os braços da catraca. A gaiola é fixa e o giro continua sendo giro.


Torniquete com o vão de giro estreito destacado e a porta auxiliar como rota de saída

O que o sistema do integrador consegue fazer é manter o torniquete permanentemente liberado durante a emergência. Isso ajuda, mas não transforma um vão de giro estreito em saída: continua passando uma pessoa por vez, e sem possibilidade de fluxo de multidão.


Ele também não faz inspeção

Vale registrar, porque a confusão é comum: torniquete de altura total é barreira de passagem, não equipamento de inspeção. Ele não faz detecção de metais nem qualquer triagem do que a pessoa carrega.

Quando o projeto exige inspeção, ela é um equipamento à parte, do cliente, posicionado antes do ponto de passagem.


A porta auxiliar é a resposta técnica

Onde há torniquete, a rota de evacuação é uma porta auxiliar ao lado do equipamento — com largura de vão, sentido de abertura e ferragem definidos pelo projeto de saída de emergência.

Ela resolve dois problemas de uma vez:



Torniquete altura total ou meia altura: qual escolher?
Veja nosso post: Torniquete altura total ou meia altura: qual escolher? Torniquete altura total ou meia altura? Entenda as diferenças de segurança e saiba qual escolher para o controle de acesso corporativo.
  • No dia a dia, é por onde passam cadeirantes, pessoas com mobilidade reduzida, quem carrega volume e quem acompanha criança.

  • Em emergência, é a rota de saída, com capacidade de fluxo que o torniquete não tem como oferecer.

Ela entra no projeto junto com o torniquete. Corrigir isso depois significa obra civil no ponto de acesso já instalado.

O que a norma exige

Duas referências governam a rota de saída no Brasil, e as duas tratam do vão, não do equipamento em si.


ABNT NBR 9077

A NBR 9077 trata das saídas de emergência em edificações e estabelece que a rota de saída deve permanecer desobstruída e de fácil abertura em qualquer situação.

Traduzindo para o ponto de controle: equipamento instalado em rota de saída precisa liberar a passagem em emergência. Em edificação de uso coletivo — shopping, universidade, hospital, estação, estádio —, a exigência é verificada em vistoria, com prazo de adequação quando não atendida.


Instruções Técnicas do Corpo de Bombeiros

As Instruções Técnicas estaduais complementam a NBR 9077 com requisitos próprios de largura mínima de vão, dispositivo de abertura e sentido da saída. Elas variam de estado para estado.


Infográfico com as três camadas: antipânico mecânico, liberação eletrônica e porta auxiliar

Como a exigência é local, ela precisa ser levantada no início do projeto: é o dado que define a largura da porta auxiliar e a posição dela em relação à linha de equipamentos.

Onde os projetos erram

Três falhas se repetem, e nenhuma delas aparece enquanto nada acontece.


Tratar liberação eletrônica como antipânico

Manter o equipamento liberado por comando da central é útil e deve existir, mas não é o sistema antipânico. Mas depende de energia, de circuito e de a central funcionar naquele momento.

O dispositivo mecânico da catraca continua sendo necessário justamente para o cenário em que o resto falha. As duas camadas se somam; nenhuma substitui a outra.


Especificar torniquete em rota de saída sem porta auxiliar

É o erro mais caro. O equipamento é instalado, a vistoria aponta a ausência de rota e a correção envolve refazer o ponto de acesso.

A definição da porta auxiliar é anterior ao pedido do torniquete, não posterior.


Não testar o que foi instalado

Sistema antipânico que não é testado é sistema antipânico que talvez não funcione. O teste periódico — semestral no mínimo, trimestral onde a lotação for alta — precisa simular o acionamento real e verificar se cada ponto libera como especificado.

Vale testar as duas camadas separadamente: o acionamento pelo sistema e o dispositivo mecânico da catraca. E vale documentar cada teste, porque é isso que se apresenta em vistoria.

Cada camada resolve uma coisa

O que precisa estar definido antes de fechar a especificação:


  • Catraca: sistema antipânico mecânico, que desarma os braços quando acionado, com ou sem energia.

  • Acionamento: manual e por comando da central de emergência do cliente — integração feita pelo integrador.

  • Torniquete de altura total: não tem antipânico estrutural e não é rota de evacuação.

  • Torniquete: porta auxiliar ao lado, dimensionada pelo projeto de saída, resolvendo acessibilidade e evacuação.

  • Inspeção de metais, quando exigida: equipamento à parte, antes do ponto de passagem.

  • Teste periódico documentado das duas camadas.

A confusão mais comum do projeto é supor que o torniquete tem antipânico porque a catraca tem. Não tem — e é a porta auxiliar ao lado que responde por essa função.

Metalúrgica é nosso trabalho. Crescimento é o seu.

Vendemos tranquilidade para sua linha de montagem. Somos a metalúrgica mais bem avaliada de Curitiba e Região.

Faça login ou crie uma conta!

Compartilhe este conteúdo

Artigos pra você

Planta esquemática de shopping com as zonas de controle de acesso e o equipamento de cada uma

Controle de acesso para shopping: estrutura por zona

Portaria de centro de distribuição com fluxo de pedestres e fluxo de caminhões separados

Controle de acesso para logística e centros de distribuição

Totem em aço inox escovado instalado em acesso à beira-mar, com névoa salina no ar

Totem inox para o litoral: como especificar

Totem de controle de acesso ao ar livre sob chuva, com a água escorrendo pelo gabinete

Totem externo: acabamentos que resistem a intempéries

Receba o melhor conteúdo da indústria metalúrgica!

Assine nossa newsletter e acompanhe as novidades, tendências e oportunidades do setor.

Horários de Funcionamento

segunda-feira

07:30–12:00, 13:15–17:30

terça-feira

07:30–12:00, 13:15–17:30

quarta-feira

07:30–12:00, 13:15–17:30

quinta-feira

07:30–12:00, 13:15–17:30

sexta-feira

07:30–12:00, 13:15–16:30

sábado

fechado

domingo

fechado